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Detran amplia atendimento e faz campanha de donativos para vítimas de acidentes

Vítima de acidente de trânsito em Salvador, neste ano, o motoboy Marcos Inácio de Souza, 45 anos, sofreu uma fratura grave na perna esquerda. “Fiquei 39 dias internado e passei por três cirurgias. Hoje, só consigo andar com a ajuda de muletas e enfrento problemas financeiros, porque estou sem trabalhar”, relatou.
 
O motoboy recebe assistência do Pró-Vítimas, programa do Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA) que acolhe vítimas de acidentes e familiares.  Ele já deu entrada no seguro DPVAT, teve orientação jurídica e está sendo acompanhado por uma psicóloga. “Pessoas sem lesões permanentes apresentam desconforto psicológico e fragilidade emocional, provocados pela dificuldade financeira”, explicou a psicóloga Daniele Fontoura Andrade. “As minhas palavras são de eterno agradecimento pela ajuda que tenho recebido para enfrentar essa fatalidade”, comentou Souza.
 
O programa tem mais de duas mil pessoas cadastradas, na capital, e vai ampliar as atividades neste mês. Serão abertas unidades de atendimento em Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, e nos municípios de Lauro de Freitas, na região metropolitana, e Paulo Afonso, no norte baiano. “Vamos avançar em Salvador, com esse trabalho humanizado que tem dado resultados transformadores e, seguindo a orientação do Governo do Estado, iniciamos o processo de descentralização para alcançar cidades do interior”, pontuou o diretor-geral do Detran, Lúcio Gomes. 
 
O órgão também promove a campanha “Mais Vida” para a doação de equipamentos que ajudem na recuperação dos acidentados. Um dos primeiros beneficiados foi o porteiro Josenaldo Santos, 40 anos, que teve traumatismo craniano após um acidente de moto e perdeu os movimentos do lado esquerdo do corpo. Ele tem recebido assistência domiciliar da equipe do Pró-Vítimas e ganhou uma cadeira de rodas e uma cadeira de banho. “Sem a ajuda do Detran eu não sei o que seria de nós. Deixei de trabalhar para cuidar somente de meu filho”, desabafou a costureira Zélia de Lima, 61 anos, mãe do porteiro. Os interessados em fazer doações devem entrar em contato pelos telefones (71) 3032-3849/ 3033-3849.